terça-feira, 7 de outubro de 2014

Hilda Divaga

Outubro é mês de quê mesmo?
Pra mim, mês das lembranças... pura nostalgia...
Nesse mês a vontade de voltar no tempo fica ainda mais latente...
Começo a ver fotos antigas nos perfis, imagens amareladas e gastas que chegam a revelar a verdadeira idade das figuras incríveis que perambulam 24 horas pela Rede.

De tempos em tempos, todo mundo começa a lembrar daquela época que já se foi e não tem como voltar...
Ou por uma postagem reveladora de “O quanto estou ficando Velho”, ou “Os anos 80 foram os melhores”, “Se você é do tempo disso ou daquilo, você tem mais de 40” ...

São infinitas as formas diárias que conseguimos nos tele transportar aos anos mais incríveis ou difíceis já vividos: o passado!

A busca por reconstruir algumas lembranças chega a ser incansável, e diariamente queremos de alguma forma, reviver algumas situações...
Mesmo sabendo que isso é impossível, tentamos fazer com que alguns desses momentos se repitam, inclusive trazê-lo fora do contexto ou até mesmo figurativo.

Memória visual, auditiva, tátil, olfativa, gustativa... são tantos os meios de lembrar que fica difícil esquecer!

Esses dias encontrei uma amiga de infância. Eu a considerava uma das minhas melhores amigas na época do colégio de freiras quando só entravam meninas.
Lembrei da Irmã Gizelda e da Neli, do parquinho com a piscininha de ladrilhos azuis e desenhos de peixinhos, dos balanços altamente disputados à unha e a choro, dos corredores verdes e gelados, do teatro com cheiro de mofo, das cadeiras de madeira que levantavam os acentos e só de birra fazíamos sons ensurdecedores quando contrariadas, da salinha de piano minúscula, do tic tac do pêndulo do compasso que marcava um ritmo bizarro, da capela fria e quieta (ai de quem fazer barulho), da secretaria enorme perto dos nossos corpos minúsculos, dos salgados e dadinhos sendo vendidos pela Florita, do primeiro professor homem, baixinho e gordinho que teimava em ensinar uma matemática difícil e sem nexo cheia de linhas e fórmulas, da festa junina com suas brincadeiras do baldinho, da sinhazinha invejada e odiada por 99,9% das meninas, da oração diária no pátio, da cantoria do hino, das filas marcadas por um braço esticado na coleguinha da frente, dos terços de pérola e de contas vendidos na saída da tarde, das salinhas do jardim de infância, da cancha coberta, do barulho da grade que dividia as mocinhas das pequenas, da temida sala da direção, das cabines de banheiro onde cabiam mais corpos do que o provável, dos quartos das aspirantes, das bolinhas de queijo trazidas pelas irmãs depois das sete da noite quando os pais esqueciam de buscar (isso era um privilégio para poucas), do bosque que nunca podíamos entrar, das apresentações de final de ano (Sabes, venho das campinas, que viste? Conte-me tudo. Vi tanta coisa bonita, o campo era um veludo! Veludo? Coisa esquisita!), Tia Ana, Tia Vera, Tia Paula, Tia Iara, Tia Carla, Tia Graça...

Como me lembrei de tudo isso? Quando do nada, senti o cheiro da lancheira vermelha da minha amiga de infância... Uma memória olfativa me trouxe todas outras à tona e fui então invadida por uma emoção indescritível.

Saudades? É o que os brasileiros podem se orgulhar, pois essa palavra ilustra perfeitamente a ausência de algo ou de alguém quando lembramos da sua existência.
Mas eu senti algo a mais. Não consegui identificar na hora, mas meu coração foi tomado de um sentimento que custei a entender.
Puxei mais um pouco pela memória e junto com ela veio a lucides. Senti amor, senti gratidão!

Amor e gratidão por todos que passaram na minha vida e de alguma forma fizeram de momentos simples, tristes ou sem graça, momentos inesquecíveis e cheios de experiência.

Que pena que aquele tempo não volta mais?
Não!
Que bom que ele ficou lá trás...
Cabe a mim agora exercitar minha memória e providenciar que minhas lembranças não descaminhem pelos tantos anos que ainda virão me brindar, pelas pessoas que vou conhecer, pelos amigos e amigas que vou reencontrar...


Irmã Giselda






quarta-feira, 23 de outubro de 2013

A Equipe Ideal

Aprimore aquile que já tem

Qualquer gestor sonha em ter a “Equipe Ideal”, cheia de iniciativa, com atitudes positivas e que todos tenham subordinados comprometidos e focados em resultados.
Na maioria das vezes, esses mesmos gestores, acham que a solução de “Equipe Ideal” está fora da empresa, por ser mais rápido e fácil moldar pessoas sem vícios corporativos com acomodadas em zonas de conforto devido ao tempo de empresa.
A partir do momento em que buscamos em cada um o seu melhor e não criamos expectativas das quais não teremos resultados, essa Equipe está cada vez mais perto de se tornar a MELHOR Equipe de Todos os Tempos.
A questão é que na prática, além de trabalhoso, trocar a equipe custa tempo e dinheiro, então, formar algo a partir do que você já tem, além de ser um desafio a mais, você forma pessoas, que nada mais é do que o esperado de qualquer Gestor de Pessoas.


Invista mais tempo para conhecer a personalidade de seus colaboradores
Todos tem um passado. E é a partir desse passado, que conseguimos mensurar o futuro. Conhecendo a personalidade dos colaboradores da sua equipe, além de se aproximar, conseguimos prever conflitos e esperar exatamente aquilo que cada um pode contribuir sem causar decepções futuras. Tudo que temos hoje é devido a personalidade de cada um. Conhecendo a personalidade de cada um da Equipe, conseguimos mensurar quanto tempo uma meta levará para ser atingida, com que nível de qualidade e que tipo de metodologias serão utilizadas para cada tarefa.

Não queira mudar as pessoas
Dentro da equipe podemos ter uma infinidade de perfis e será trabalho inútil querer que esses perfis alterem-se a favor de uma metodologia empresarial interna. Precisamos administrar pontos de melhoria, e atribuir funções que estejam dentro do que cada um pode executar. Temos o dever como gestores, zelar pela formação de cada um da nossa Equipe, mas cabe a nós também também motivar a tal ponto, que eles sintam-se capazes de desempenhar funções cada vez mais elaboradas e sentir-se seguros para executar cada uma delas.

Identifique pontos fortes e pontos a melhorar
Quando identificamos tanto os pontos fortes como aqueles que precisam melhorar, podemos evitar conflitos pessoais dentro da Equipe. Uma característica que muitas vezes pode ser vista com negativa em um indivíduo, pode tranquilamente, ser usada em diversas situações que farão desse adjetivo um ponto a favor. Como por exemplo aquele colaborador teimoso poderá desempenhar perfeitamente um trabalho operacional que exija processos minuciosos e repetitivos. Um desconfiado poderá exercer muito bem funções que necessitem comprovações de informações. Em suma, cada um, na sua individualidade, pode desempenhar papéis específicos e desempenhá-los com o que cada um pode dar de melhor.

Posicione sua cada um da sua Equipe onde elas rendem mais
Se procurarmos posicionar as pessoas onde elas possam usar seus talentos na maioria do tempo, conseguimos obter resultados com maior velocidade e alta qualidade. Cada um reage de uma forma e de um jeito único. Colocar o extrovertido para relacionar-se com clientes, o perfeccionista para organizar setores, o dominante para direcionar tarefas, o impaciente para acelerar processos e assim sucessivamente, teremos os melhores resultados na execução das tarefas e uma Equipe muito mais saudável e animada.

Estabeleça práticas deliberadas
Prática deliberada nada mais é do que melhorar aquilo que está bom. Quando temos algo bom, podemos sempre melhorar para algo melhor, e quando temos algo melhor, indubitavelmente poderá caminhar para a perfeição. Tudo pode ser aprimorado sempre. Quando conseguimos fazer com que a Equipe se envolva a tal ponto de trazer uma ideia nova para cada situação, temos o comprometimento, que é a característica buscada com afinco hoje em dia. Dar autonomia para a Equipe criar e reconhecer quando uma ideia for positiva, faz com que todos busquem ascensão interna e estimula a auto motivação.

Defina metas e cobre resultados
Quando treinamos, mostramos o melhor caminho à execução de uma tarefa e estabelecemos prática deliberada, é chegada a hora de definir as metas. Dando ferramentas necessárias para que todos cumpram com seus deveres, temos material suficiente para cobrarmos resultados assertivos e rápidos. Explique sempre os motivos para desenvolver determinada tarefa, estipule metas de aumento de faturamento, aumento de margem e diminuição de custos. Tanto por equipe como individualmente. Parece óbvio, mas a maioria das empresas brasileiras estipulam metas gerais e esquecem das individuais. Por mais que sejamos um povo visto e querido pela simpatia e acolhimento, quando se trata de trabalho somos individualistas e egocêntricos. Estatísticas mostram que as pessoas tendem a ter de 20% a 35% de aumento da produtividade quando cobradas mensalmente e individualmente, quando as metas são quantitativas.

Institua a Meritocracia
Premie, reconheça, promova. Os melhores devem ser sempre vistos como pessoas que alcançam não só os objetivos da empresa, mas também os objetivos e metas pessoais. Todos temos um grau de ambição e alguns sonhos. Motive a Equipe para que fique latente diariamente o desejo de alcançar seus objetivos pessoais. Independente do tempo de casa que seus colaboradores possuam, mostre que reconhecimento é para aqueles que o conquistam diariamente e se renovam sempre. Mostre que conhecimento adquirido é a chave para um sucesso garantido.
  
Dê o Exemplo
O exemplo vem de cima. A maioria das pessoas não fazem o que mandam, fazem o que vêem os outros fazerem. Nem todos tem bom senso e sabem se posicionar. Direcione seus colaboradores e mantenha sempre uma certa distância, deixando sempre claro quem tem o cargo de Gestor e o porquê conseguiu tal posição.



























terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Hitchcock



Sim, definitivamente Anthony Hopkins fez brilhantemente todos os trejeitos e idiossincrasias do mestre do suspense Hitchcock.

Desde o jeito de falar quando estava em público e queria impor respeito e dúvidas, até seus vícios velados por bebida, comida e mulheres.

Fisicamente o ator chegou no limite da semelhança com o diretor, por conta dos detalhes no olhar, a famosa paradinha e seu beicinho, salvo apenas o queixo, que poderia ser um pouco menos protuberante.

Mas quem vai ao cinema esperando aquela marca registrada de Hitch, sairá decepcionado...


Vale lembrar que não é um filme de Alfred Hitchcock e sim um filme sobre ele!


A obra mostra as dificuldades que o diretor superou para mostrar ao seu público, Psycho, mesmo estando no auge de sua carreira.

Problemas de investimento, selo, captação de elenco, censura e distribuição, foram retratados a partir da biografia feita por John McLaughlin.

Seu relacionamento com a mulher Alma Reville, que sempre esteve à sua sombra, é retratado, bem como suas inseguranças e sua loucura que transcende a barreira do que é real e de suas fantasias, onde cria o personagem Norman Bates do livro de Robert Bloch comprado por 11 mil dólares... 
Logo após, o diretor manda esvaziar as livrarias, comprando todos os exemplares, para que ninguém saiba o final, causando comoção na mídia. (Gênio!!!)

No decorrer do filme, ele tem sonhos e visões com o protagonista que o direciona para compor a obra. 

Foram 800 mil dólares que conseguiu hipotecando a casa, que fez a sua fixação pelo livro tornar-se realidade cinematográfica, rendendo nada mais do que 50 milhões de doletas!!!

Não podemos negar jamais a vasta criatividade e perspicácia de Hitchcock... 

Ele definitivamente é o mestre dos mestres como um bom egocentrista gostava de ser nominado.

Enjoy




segunda-feira, 2 de abril de 2012

Jogos Vorazes ou Big Brother???


250 milhones de doletas foi a marca que "Jogos Vorazes" chegou na sua segunda semana, junto com a liderança de público nos EUA... 
E aqui no Brasil???
A se contemporizar que esses metros e metros de película serviram para analisar o mata mata que os realitys shows representam dentro e fora da telinha, e acreditando nas milhares de ligações que o nosso querido Big Brother recebe a cada eliminação, julgo que terá recorde de salas.
Nitidamente conseguimos fazer a ligação dos personagens aos nossos queridos envolvidos no BBB.
Até o Lenny Kravitz participou do que futuramente será uma trilogia para equiparar-se ao mágico de óculos bolinha, coisa que duvido chegue a acontecer!
Suzanne Collins é nome da mãe da criança que já tem por aí mais dois livros que ao que tudo indica, logo estará na telona para a agonia dos cinéfilos de plantão e para o deleite dos adolescentes.
O filme trata explicitamente da manipulação tanto da equipe de produção, quanto dos próprios jogadores, que "PARA NOSSA ALEGRIA", dão uma "volta" na diretoria do jogo.
Os efeitos são bons, as atuações interessantes e o conteúdo, bem... o conteúdo poderia ser um pouco melhor, mas dá pra prender a atenção e se assustar um pouquinho com as surpresas da floresta.
No elenco, temos grandes talentos da velha guarda como Woody Harrelson, Donald Sutherland, Stanley Tucci e os novos queridinhos da américa Jennifer Lawrence (a protagonista), Josh Hutcherson (daquele filminho lindo ABC do Amor e do surreal Ponte para Terabítia) e o gatão bolado Liam Hemsworth.
A única coisa que me deixou intrigada, foi essa matança entre crianças, coisa que definitivamente, pode muito bem, atiçar a agressividade ainda mais no meio infantil, mas enfim, tem tudo pra ser um sucesso entre esse público que atualmente são os que dão o maior faturamento nesse e em tantos outros segmentos.
Desafio você leitor do Toalha  Molhada a analisar os personagens e fazer suas comparações com Boninho, Pedro Bial, Fausto Silva, Ana Maria Braga e até Débora Secco. 
Será que consegue????


quarta-feira, 28 de março de 2012

Série As PIORES e as MELHORES Entrevistas de Emprego de TODOS os Tempos

Sabe aquelas entrevistas feitas em hotéis??
Pois é... coisinha estranha isso... ainda não consegui entender como ainda tem pessoas que caem nesse conto do vigário.
Eles nunca dizem qual empresa, salário, nada... só que é para o setor de Marketing e Comercial.
Estranho... 
Mas como virei rata de entrevistas, resolvi ir em uma para ver o que rolava por lá.
Hotelzinho mixuruca no centro da cidade é sempre o ponto de encontro dessa galera que vai em peso.
Chegando lá, achei mais de 30 candidatas. Só mulheres!
Estranho... 
Conversa vai conversa vem, sempre tem uma que sabe mais que as outras. Já cheguei a saber nesses "encontros", informações até sobre as supostas empresas, que geralmente são multinacionais ou cruzeiros marítimos.
Sempre achei que multinacionais usassem recursos mais assertivos para seus recrutamentos. (¬¬)
Quando falam sobre salário umas dizem que é acima do mercado, outras dizem que não sabem e outras tiram não sei de onde que além do salário acima da média do mercado, existem benefícios que vão desde R$25,00 para almoço todos os dias até PPR mensal de 2% do faturamento bruto da empresa...
Bizarro...
Que empresa multinacional é essa que loca uma sala em um hotel pé sujo, praticamente rotativo que paga um salário de R$ 5.000,00 mais todos esses benefícios????
Sempre chego uns 15 minutos antes nas entrevistas, e isso sempre foi muito útil, pois quando começamos a conversar com outros candidatos sempre conseguimos bons contatos de agências, empregos que estão sendo publicados nas mídias, além de deixar sempre seu network atualizado.
Então foram os meus 15 minutos mais 2 horas de espera que me renderam, nada mais nada menos que 7 contatos telefônicos, um cliente para consultoria, uma receita de bolacha de chocolate outra de pavê de sorvete, três finais diferentes para a maldita Tereza Cristina, alguns conselhos para lidar com maridos e namorados e muitas piadas novas!
As meninas que iam saindo da sala de "entrevistas" tinham sempre alguma coisa diferente para dizer, o que significava que quem estava recrutando não tinha nenhum script ou ferramenta para seleção. (#FAIL)
Umas vinha dizendo que o cara era um grosso, outras que o cara nem olhou na cara, algumas que o cara disse que ela tinha passado para a segunda fase...
Esquisito...
Mas ninguém vinha com a resposta da pergunta que não queria calar... - Qual empresa está contratando?
Nobory knows!!
Duas horas e quinze minutos depois da minha chegada eu entrei em uma sala branca, com uma janela que dava para um estacionamento sujo e vazio, com uma mesa de plástico redonda e duas cadeiras de lata.
Em cima da mesa um notebook da Apple, um iPhone, uma chave de carro da Audi, uma caneta Mont Blanc, uma pilha de currículos, uma lata de Altoids, um copo, água mineral Perrier  e manteiga de cacau.
O cara era feio, não... feio não... feia sou eu quando acordo... O cara era lazarento de feio, gordo, com o rosto repleto de espinhas, um anel de outro que deveria ter quase um centímetro de largura e cravejado de diamantes, camisa da Tommy e um sapato que no mínimo deve ser italiano.
O cheiro da sala era uma mistura de baunilha e menta, menta por conta da Altoids que dança dentro da boca do cidadão e baunilha do perfume que vinha do cara... não consegui distinguir qual era.. mas era doce.
Pra completas, um óculos de sol Armani estava na sua cabeça quase careca e outro Armani de lentes corretivas na ponta do seu nariz...
Achando que estava intimidando ofereceu-me a cadeira desconfortável pra sentar e juro que achei que minha bunda não iria caber ali. Como de fato aconteceu!!!
Fez a primeira pergunta:
- Por que você respondeu o anúncio postado na mídia tal?
- Por que estou procurando uma nova colocação.
- Mas o que te chamou atenção?
- Nada.
Se ajeitou na cadeira e eu imóvel. Tentando me equilibrar nos pés pra não colocar meu peso na cadeira.
Olhou meu currículo. Olhou de novo. Virou a página. Voltou pra outra. 1 minuto se passou.
- Estou vendo aqui que você é muito qualificada, e é exatamente o que estamos procurando. Entraremos em contato ainda hoje para você voltar aqui amanhã e fazermos nova entrevista. Obrigada por ter vindo.
Estendeu a mão sem me olhar na cara, escreveu alguma coisa ilegível a olho nu atrás do meu currículo e pegou outro.
Quando eu virei de costas ouvi: - Pode mandar entrar a outra.
Se demorou 5 minutos foi muito. Ele demorou mais olhando meu currículo do que conversando ou olhando em meus olhos.
Saí e "mandei" entrar a seguinte.
Não consegui disfarçar minha indignação e disse para as 30 que ainda restavam: Se eu fosse vocês não me daria o trabalho de esperar.
Umas olharam pra mim com cara de poucas amigas e duas levantaram e saíram comigo.
Infelizmente não recebi nenhuma ligação naquele dia e acredito que ninguém ali recebeu também... Mas sabe-se lá... Vai que né...
Isso já faz algum tempo e o anúncio ainda continua a ser postado na mídia impressa.
Curiosidade é uma merda mesmo!

terça-feira, 27 de março de 2012

Série As PIORES e as MELHORES Entrevistas de Emprego de TODOS os Tempos

Estou há um bom tempo em busca constante por uma nova colocação, que realmente valha a pena para fechar por um longo período com chave de ouro, a minha carreira em Gestão de Pessoas, e nessa jornada, me deparei com inúmeras entrevistas que vão da classificação -10 a 4. Sim, no "pau da goiaba" dou 4 pra uma que fui para gerente de rede de restaurante que me custou 75 minutos de uma tarde chuvosa. Cheguei como sempre com uma certa folga no horário e esperei mais 15. Minha tranquilidade peculiar me ajuda nesses momentos!
O prédio era velho, com um cheiro estranho e qualquer som ecoava pelo ambiente todo. A sala do dono da empresa era a uma mistura de biblioteca de casarão antigo com temática eqüina e escritório de casa de tolerância dos anos 30.
Caixas se misturavam com quadros e esculturas de cavalos por todo o ambiente. Os móveis eram entalhados a mão e cheiravam a mofo e coisa velha. A mesa devia ter quase 3 metros de comprimento e estava abarrotada de entulho, sim, porque ali de material de escritório deveria ter um pote de tinteiro, um mata borrão em madeira e madre pérola, um risque e rabisque em couro craquelado escuro com potes combinando e papel, muito papel, mas muito papel mesmo.
Na mesa de reunião redonda estava o notebook, um vaso de cristal com mais ou menos 5o centímetros de altura com algumas flores de plástico cheias de pó e teias de aranha, um cinzeiro de vidro com emblema de um fornecedor de laticínios e um centro de mesa em crochê vermelho com o fio puxado. Sentei em uma das 4 cadeiras de assento de veludo verde musgo e sinceramente achei que minha calça iria ficar com todos aqueles pelos estranhos que estavam em cima dela, além do cheiro de cachorro molhado que quando eu sentei, subiu até meu nariz.
Um baixinho desprovido de cabelo e com um péssimo gosto pra gravata sentou na minha frente e disse, depois de 3 minutos em completo silêncio olhando pra minha cara:
- Me conte de você.
Ok, vamos lá então. 
Comecei meu sucinto histórico comercial sem interrupções com o discurso de sempre. Não devo ter demorado 5 minutos falando e ao final perguntei o que mais ele gostaria de saber e se eu tinha sido clara na minha explanação. 
Mais 3 minutos de olho no olho.
Tava ficando estranho.
Será que levanto e vou embora?
Será que fico e pago pra ver qual era?
Não tinha noção do que fazer, então decidi largar a bolsa no chão, me curvar pra frente, cruzar os dedos em cima da mesa, olhar bem dentro dos olhos azuis do baixinho e dizer: Vamos ver quem pisca primeiro?
O cara olhou com cara de paisagem pra mim e disse: - Essa foi a primeira vez que alguém disse alguma coisa antes de mim. Gostei da sua atitude. Vamos então começar a nossa entrevista.
Tive que rir!
A partir dali foram quase 60 minutos de conversa sem pausa, com altos e baixos, discussões sobre metodologias de gestão, política, decoração, mais metodologia de gestão, faturamento, indicadores, rotinas, ambições, sexo, particularidades e muitas conclusões.
No dia seguinte ele me ligou dizendo que queria que eu começasse na próxima quinta.
Declinei!
O salário era péssimo, mas algo me dizia que aquela parceria não daria certo.
Não existe jeito certo ou errado de direcionar uma entrevista, mas certamente existem meios muito mais eficazes e coesos de se discutir determinados assuntos do que como foi encaminha a de nota 4, que ganhou isso por ter sido tão surreal e fora do contexto.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Les Emotifs Anonymes



Quando duas pessoas partilham a mesma paixão e dividem situações fazendo com que o entusiasmo seja a pimenta para o início desse relacionamento, certamente essas pessoas têm uma grande probabilidade de se apaixonarem.

Isso foi o que aconteceu com Jean-René, o dono de uma pequena fábrica de chocolates e Angélique, uma mocinha que aparentemente não tem predicados, mas só aparentemente.
Além da paixão por chocolates de ambos, eles tem outra coisa em comum: EMOTIFS.

Emotifs é em francês o significado de Emotivos, pessoas tímidas e medrosas, que dificilmente conseguem se relacionar com outras pessoas, fazendo com que o simples bom dia seja pauta de terapia em grupo.
É isso que Angélique faz, terapia em grupo para poder socializar e assim, trabalhar com Jean-Réne.

Esse filminho é uma gracinha...

Bom pra treinar o francês, essa comédia romântica é simples, mas cheia de mensagens subliminares sobre relacionamento.

Vale à pena investir 80 minutos e apreciar essa obra.

Enjoy

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Contágio

Você lembra do filme Epidemia com o Dustin Hoffman?  Quando eu assisti fiquei um bom tempo sem ir ao cinema e ligada nas “nojices” que praticamos diariamente e na higienização que devemos ter para evitar contágios indesejados...
Até aí tudo bem, mas depois da última terça-feira, tudo que eu senti naquela época virou nada depois que assisti Contágio.
Um aglomerado de atores fantásticos fez com que os dias que se passaram depois do filme, um inferno pra mim... Está passando, mas estou oitocentas e doze vezes mais atenta a qualquer atitude que leve eu a facilitar esses germes malditos que pairam por tudo nesse universo.
A história resume-se ao contágio de um vírus que aparece do nada (aparentemente)!!!
Ele é letal, matando o cidadão muito rápido. Nada de erupções na pele ou sangue por todos os orifícios, algo mais plausível e definitivamente real!
A corrida então é para conter o pânico no mundo que é mais rápido que o próprio vírus dentro do corpo. Paralelamente, a decadência do governo e a luta de pessoas comuns para enfrentar a novidade nada agradável fazem com que os 105 minutos passem muito ligeiro...
No elenco estão Matt Damon como o viúvo traído, Jude Law encarnou direitinho um repórter com caráter duvidoso, Kate Winslet virou a médica que aparentemente vai salvar o mundo entre outros atores que brilharam com suas atuações.
Pros apreciadores desse estilo de filme, é um prato cheio e eu recomendo certamente!!!!
                                                                                                     Enjoy


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Ágar-Ágar??? Que é isso???

Você sabe o que é Ágar-Ágar ou Agarose?

Acredito que a maioria das pessoas não conhece essa gelatina marítima com grandes propriedades emagrecedoras e nutritivas.
É rica em fibras e sais minerais e isso quer dizer que ajuda na digestão e é ótima pra saciar a fome e engana direitinho o estômago.
É a sensação do momento para massagens e máscaras embelezadoras e na gastronomia, por conta das diversas formas que podemos obter com ele.
Praticamente um bálsamo para a saúde de dentro como excelente desintoxicante e por fora como hidratante refrescante.
Se quiser que seus olhos fiquem revigorados, bata no liquidificador 2 pepinos grandes e reserve. Ferva 1 xícara de água e polvilhe 10 gramas de Ágar-Ágar. Deixe obter a cremosidade mexendo sempre. Retire do fogo e misture o pepino. Coloque em um recipiente raso para que a mistura fique com quase 1 centímetro de altura. Depois de firme, corte em rodelas e deixe na porta da geladeira embrulhados em papel filme. Você pode colocar por baixo da sua máscara de dormir ou simplesmente deitar e colocar as rodelinhas nos olhos e ficar lá relaxando por um tempo.
Extraído de algas-marinhas vermelhas, ele é totalmente livre de impurezas e pasmem: retirado das mais profundezas do oceano.
Esse pozinho que só deve ser dissolvido na água fervente, foi uma descoberta muito feliz que fiz para acompanhar alguns pratos e em especial, para iniciantes em Ágar-Ágar, um complemento interessante nessa receita que eu adorei e quero dividir com vocês.
Desmistificando que só usamos gelatinas ou algo parecido, em sobremesas ou pra fazer gel de cabelo, sim, eu já fiz gel de cabelo de gelatina e funcionou muito bem obrigada, esse Ágar-Ágar foi perfeito para completar essa salada sensacional e refrescante!

Ingredientes

Para o Ágar-Ágar
10gr de Ágar-Ágar  ou Agarose em pó
1 xícara de chá de licor de menta
2 colheres de sopa de hortelã picada fresca
5 folhas de manjericão picado fresco

Para o Molho
½ vidro de maionese de leite
1 copo de iogurte natural
1 taça de vinho branco demi ou seco
Páprica doce a gosto
Tempero completo sem pimenta a gosto
3 colheres de Azeite de oliva
Suco de 1 limão siciliano

Para a Salada
2  corações de alface americana em folhas
1 maço de agrião e rúcula na mesma proporção picados grosseiramente
Salsinha em folhas
1 Cebola grande picada estilo brunoise
1 Cebola roxa grande picada estilo brunoise
1 vidro de Palmito picado em rodelas médias
1 colher de sopa de alcaparras picadas
3 colheres de sopa de amêndoas picadas e torradas
2 xícaras de broto de feijão
50gr de uva passa
1 pacote de kani desfiado
200gr de vôngoles sem casca inteiros

Modo de Preparo

Para o Ágar-Ágar
Pique a hortelã e o manjericão muito bem e reserve. Ferva o licor de menta em uma panela e acrescente o Ágar-Ágar polvilhando com cuidado para não empelotar. Mexa com cuidado e sem parar até pegar ponto cremoso. Retire do fogo e acrescente a hortelã e o manjericão picados até incorporar. Faça rápido pois o ponto começa mudar logo que você tira do fogo o Ágar-Ágar.  Coloque em um prato quadrado ou retangular onde a mistura possa ter mais ou menos um centímetro de altura para facilitar o corte.
 
Para o Molho
Misture todos os ingredientes  reservando a páprica e o tempero completo. Faça com que tudo se incorpore muito bem. Experimente o sabor e aí sim, coloque primeiro o tempero completo com calma e vá provando até que fique agradável, mas não salgado e depois polvilhe a páprica por cima até que cubra todo o molho e misture. Prove e veja se agrada. Ajuste o necessário.

Para a Salada
Lave e seque todas as folhas.
Misture tudo em uma grande tigela.
Decida se quiser misturar o molho um pouco antes de servir ou colocar em um recipiente separado na mesa.
A escolha é sua.

Essa salada é um mix de sabor e frescor.
Para acompanhar deve ser algo leve como arroz branco e filé de peixe ou frango grelhado ou um empadão com o sabor a sua escolha.
Você pode trocar também o vôngole e o kani por peito de peru, presunto ou tiras de frango grelhado.
Polvilhe tudo com uma mistura de batata palha, salsinha picadinha e mussarela ralada.
Enfeite a salada com folhas de hortelã e rodelinhas de tomatinho cereja e o lugar onde colocar o molho polvilhe com páprica doce e crutons.

Enjoy

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Bar Palácio - Eu Recomendo

Aprendi com uma pessoa a apreciar as delícias que o Bar Palácio oferece para seus clientes. Morei praticamente do lado do local mas infelizmente não foi o suficiente para enjoar, como se isso por acaso fosse possível, coisa que duvido!

Em uma das vezes que apareci por lá pra relaxar, beber uma Bohemia no ponto, comer o famoso churrasco paranaense  um dos mais tradicionais do cardápio.. Um filé enorme que eu sugiro que seja pedido no ponto, que vem acompanhado por arroz, salada de cebola e farofa.. Eu pico a cebola no prato, rego com vinagre, azeite e polvilho com pimenta do reino que constam no serviço da mesa... A batata griset é a parte.. mas faz toda a diferença como companhia ao prato --> Super recomendo!!!
E depois de tudo isso aquela sobremesa espetaculosa que consegui “in off” a receita da maravilha a base de banana.
Primeiro preciso dizer que dois ingredientes do prato eu definitivamente não gosto e não como com freqüência, mas lá, naquela combinação, não tem jeito de resistir.
Não foi muito fácil chegar perto do original, pois eu consegui os ingredientes, e o modo de preparo me ensinaram muito “en passant”, mas minha vontade de comer a hora que eu bem entendesse foi mais forte e por isso minha insistência em conseguir um bom resultado final.

Ingredientes:
7 bananas grandes e maduras (terra)
1 colher de sopa de margarina sem sal
Meia lata de goiabada cascão
1 ovo
100g de queijo coalho
50g de mussarela
Canela
Conhaque

Modo de Preparo
Pica e amassa as bananas e frita na margarina até ficarem douradinhas e molinhas. Acrescenta a goiabada e mistura até derreter e incorporar uma na outra. Pica o queijo e vai colocando aos poucos. Está aí a diferença, esse queijo não pode nem ser de mais nem de menos, pois ele não pode sobressair, apenas dar a “liga” e um pouco de “puxa” no prato. Aquele toque salgadinho também depende desse queijo, por isso deve ser meio no “olhômetro” porque vai depender a qualidade dos queijos. Retira do fogo e coloca o ovo mexendo sempre para que ele cozinhe por igual. Polvilha meia colher de chá de canela em pó e mistura.
Depois de tudo misturado coloca em um prato de cerâmica ou qualquer que seja resistente ao calor, pois vem agora o toque final. Rega com o conhaque e flamba o pratinho mexendo para que o gosto do conhaque incorpore por toda a receita.
Coma quentinho e aproveite.
Mas não deixe de experimentar no Bar Palácio quando puder, vai valer muito a pena, e uma das inúmeras vantagens é que se der uma vontadinha no meio da madrugada você vai conseguir matá-la.
O lugar é incrivelmente acolhedor, com um cardápio variado e convidativo para qualquer hora. Lá todos entendem realmente do assunto, por isso o atendimento é nota mil!
As fotos nas paredes remetem aos anos bons de Curitiba com a equipe que começou a transformação no que essa cidade é hoje. Os pioneiros e desbravadores estão por lá e contam a história pra quem quiser... Dá pra achar um tio, um pai, um avô... Afee... eu achei! ¬¬
Local cativo para os políticos, jornalistas, e celebridades da capital, e ponto de encontro dessa trupe que adora se reunir para comentar em alto e bom tom os últimos acontecimentos do estado. Uma delícia para agregar conhecimento junto com um simples jantar!


Quando você entrar pela portinha minúscula do número 500 da André de Barros pela primeira vez, vai querer voltar sempre!


-- Recomendadíssimo --